Sindicato e trabalhadores demitidos do Grupo Casas Bahia fizeram um protesto, nesta terça (08/09), na porta de uma das lojas da empresa, em Bonsucesso. A manifestação denunciou o descaso da empresa, que demitiu cerca de 1.900 funcionários, em todo o país, em agosto, mas até hoje não pagou seus direitos.

Na semana passada, o TST negou o recurso da empresa e manteve a suspensão das demissões, consideradas ilegais pela justiça. Mesmo assim, o Grupo Casas Bahia continua recorrendo contra a liminar para não pagar o que é de direito dos trabalhadores.
A cara de pau da empresa não para por aqui. O Sindicato recebeu a denúncia de que uma trabalhadora demitida foi cobrada por não pagar a prestação de uma compra que é descontada na folha de pagamento. Ora, a empresa não paga o que é do trabalhador, mas quer cobrar suas parcelas.
Outra irregularidade foi a demissão de trabalhadores com estabilidade, como grávidas, além de menor aprendiz e pessoas em férias. Enquanto isso, alguns trabalhadores estão recorrendo à “vaquinha” para garantir a alimentação em casa. Revoltados, os trabalhadores atearam fogo nas camisas da empresa.
“Temos casos de funcionários com 15, 20 e até 30 anos na empresa, agora demitidos pelo WhatsApp, sem receber seus direitos. Para piorar, eles continuam tentando derrubar a liminar que declarou ilegais as demissões em massa. Não vamos parar por aqui, continuaremos com atos em outras lojas, brigando e denunciando até que o último trabalhador receba seus direitos”, avisa Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro.
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