Sindicato repudia calote aos trabalhadores do Grupo Casas Bahia

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Na reunião realizada nesta quarta-feira, dia 26, o Sindicato deixou claro que foi uma covardia do Grupo Casas Bahia demitir seus funcionários dois dias antes de entrar com o pedido de recuperação judicial, como forma de não pagar os direitos dos trabalhadores. Dedicação ZERO para quem tanto se dedicou a contribuir com o crescimento da empresa. No dia 19, a justiça declarou ilegal a demissão em masse e determinou a reintegração dos trabalhadores.

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“Um absurdo, demitiu nos dias 13 e 14, para entrar com a recuperação judicial no dia 16, tudo para não pagar os trabalhadores. Nesse caso, da recuperação judicial, as empresas fornecedoras, assim como os bancos têm seguro em caso de calote, mas e os trabalhadores, como ficam? As contas chegam! Essa é uma manobra rasteira e o trabalhador não pode ser responsável pelos prejuízos da empresa. O trabalhador merece receber seus direitos para seguir a vida”, dispara Márcio Ayer, presidente do Sindicato. 

Na reunião com o Sindicato no dia 24, a empresa não apresentou o número de demitidos na cidade do Rio e nem quais as lojas foram fechadas ou que podem vir a encerrar as atividades. A empresa continua escondendo informações fundamentais, enquanto os trabalhadores ficam apreensivos. O Ministério Público do Trabalho também participará de uma reunião na justiça, para acompanhar o caso e tomar as medidas necessárias. 

Ação de reintegração

Diante da decisão da justiça de reintegrar os trabalhadores, a empresa poderá convocar os funcionários para atividade compatível nas estruturas remanescentes ou manter em afastamento remunerado enquanto perdurar a medida.

Vale lembrar ainda que na decisão da justiça, a empresa deve restabelecer o plano de saúde e demais benefícios assistenciais de trato continuado que tenham sido cancelados exclusivamente em razão das dispensas.

Na recuperação judicial, as dívidas contraídas ficam sujeitas a pagamento na vara empresarial, submetidas a um processo bastante lento. Por isso, a empresa fez a demissão em massa para, logo em seguida, dar entrada no pedido de recuperação judicial, de modo a deixar todos esses valores a serem pagos conforme um plano de recuperação judicial a ser elaborado. Por isso, a decisão de suspender a demissão protege os trabalhadores.

O Sindicato também orientou que os trabalhadores não façam o exame demissional e nem assinem documentos de rescisão. Mas atenção: se a empresa te convocar para restabelecer o vínculo (cumprimento da decisão judicial), é importante comparecer e avisar o Sindicato. Em caso de dúvidas, envie foto do documento para o sindicato poder te orientar.

Manifestação neste domingo

O Sindicato convoca os trabalhadores demitidos para a manifestação neste domingo, dia 30, a partir das 10h no Posto 5, em Copacabana. O ato que vai pedir o fim da escala 6×1 também vai repudiar essa covardia que o Grupo Casas Bahia fez com os trabalhadores.

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