Foi a QUINTA REUNIÃO com os patrões de supermercados e hortifrutis para negociar o reajuste da Campanha Salarial deste ano. Mas até agora ofereceram apenas migalhas. A ganância é alta, o olho é grande pelos lucros, mas o aumento que eles querem para os trabalhadores é irrisório.

A proposta atual é de um aumento de 5,8% no piso, que passaria de R$ 1.810,00 para R$ 1.915,00. Para quem está no período de experiência, de R$ 1.618,00 para R$ 1.720,00 (6,3%), o que se resume ao salário mínimo previsto para 2027. O piso para a jornada 12×36 ficaria em R$ 1.900,00.
Para quem ganha acima do piso, os patrões, que estão cheio de dinheiro no bolso, querem dar somente 4,11% de maio a outubro e mais 1% a partir de 1º de novembro. O Sindicato já disse que não aceita aumento parcelado, que deve ser tudo na nossa data-base (12 de maio). As demais cláusulas seriam reajustadas em 5,11%.
“É puro descaso com os trabalhadores, que têm nos perguntado diariamente pelo reajuste salarial. Tá todo mundo apertado, aguardando o aumento, mas eles não avançam nos benefícios, não querem nem oferecer a telemedicina. E vêm com um índice baixo, que não condiz com quem lucra tanto com o suor dos trabalhadores”, critica Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários.
Outro entrave na negociação é a resistência dos patrões em conceder a escala 1×1 aos domingos para as mulheres. Querem manter o 2×1. O Sindicato também defendeu esse avanço no que é direito das trabalhadoras, para que conste em Convenção Coletiva.
A próxima reunião ficou para o dia 11 de agosto.
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