Coletivo Margaridas debate avanços a partir da Lei Maria da Penha

Para marcar os 15 anos da aprovação da Lei Maria da Penha, o Sindicato dos Comerciários, a partir do Coletivo Margaridas, realizou um debate sobre a violência contra as mulheres e a necessidade de criação de políticas públicas que promovam ações e atitudes em defesa das trabalhadoras.

O encontro foi aberto pelo presidente e a vice-presidenta do Sindicato, Márcio Ayer e Ana Paula, respectivamente, que enfatizaram a importância das ações e debates sobre os direitos das mulheres.

O debate foi uma iniciativa da diretora da Mulher Trabalhadora e coordenadora do Coletivo Margaridas, Rosangela Rocha, que destacou a necessidade de combater atitudes de violência contra a mulher na sociedade e no ambiente de trabalho.

A reunião contou com a participação da assessora de Gênero do Sindicato e coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisa da União Brasileira de Mulheres (UBM), Ana Rocha, que destacou os avanços dos direitos das mulheres a partir da aprovação da Lei Maria da Penha. O encontro também contou com a presença da ex- presidenta da CEDIM e advogada Helena Piragibe, que falou sobre as ações dos governos para proteger as mulheres agredidas e como elas podem buscar ajuda em caso de violência.

O encontro do Coletivo Margaridas contou ainda com o emocionante relato da comerciária Elizângela Bastos, funcionária de mercado, que falou sobre sua experiência abusiva dentro de casa, seu cotidiano e como superar essa situação: “a palavra que resume tudo isso é o cativeiro emocional”.

O maior número de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher é cometido por homens, sejam maridos, companheiros ou namorados das vítimas, por ciúmes ou pela natural prepotência e desconhecimento masculino sobre o universo feminino.​

Fique atenta! Tipos de violência contra a mulher!

A violência física é representada por qualquer ato que prejudique a saúde ou a integridade do corpo da mulher. É praticada com uso da força física do agressor, que machuca a vítima de várias maneiras ou ainda com o uso de armas.

A violência sexual é qualquer ação cometida para obrigar a mulher a ter relações sexuais ou presenciar práticas sexuais contra a sua vontade.

A violência psicológica resulta de qualquer ato que coloque em risco o desenvolvimento psicoemocional da mulher, sua autoestima e o seu direito de ser respeitada. É o assédio moral que ocorre com a humilhação, a manipulação, o isolamento, a vigilância constante e ostensiva, os insultos, a ridicularização ou qualquer outro meio que intimide a mulher, impedindo que ela exerça sua vontade e autodeterminação. Nesse tipo de violência é muito comum a mulher ser proibida  de trabalhar, estudar, sair de casa ou viajar, falar com os amigos ou com parentes.

A violência patrimonial ocorre quando o agressor ou agressora se apropria ou destrói os objetos pessoais da mulher, seus instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores, como jóias, roupas, veículos e dinheiro, e até a casa em que ela vive.

A violência moral ocorre quando a mulher é caluniada, sempre que seu agressor ou agressora afirma falsamente, que aquela praticou um crime que ela não cometeu.  Já a difamação ocorre quando o agressor atribui à mulher fatos que maculem a sua reputação. Por sua vez, a injúria acontece nos casos em que o agressor ofende a dignidade da mulher, chamando-a de ladra, vagabunda,  prostituta. Este tipo de violência pode ocorrer também pela internet.​

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