Sobe o som! Campanha salarial percorre o comércio do Rio

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Sobe o som comerciários, que a campanha salarial está nas ruas do Rio de Janeiro. O Sindicato esteve em supermercados, shoppings e lojas de rua entregando o jornal da entidade e dialogando com os trabalhadores sobre os rumos da campanha neste ano.

sobe o som

O Sindicato esteve no Madureira Shopping e pelas ruas do bairro, no Norte Shopping e Shopping Bangu e calçadão. Também caminhou pelos supermercados Guanabara e Intercontinental de Campo Grande.

“Nosso Sindicato está indo nos principais pontos do comércio para conversar com os trabalhadores e as trabalhadoras. Esse é um ano bem difícil por conta da economia fraca, com alto desemprego e queda no consumo. Além disso ainda vivemos a pandemia, quando muitas lojas fecharam suas portas e comerciários foram demitidos. Por outro lado, temos os supermercados que não fecharam nenhum dia e seus funcionários merecem um justo aumento salarial”, declara Márcio Ayer.

Shoppings e lojas de rua

Neste segmento, a primeira vitória da campanha salarial foi prorrogar a convenção coletiva até o ano que vem. Isso garantiu a permanência de todos os direitos já conquistados. 

Entretanto, mesmo com a luta pelo reajuste salarial, será difícil arrancar algo dos patrões, já que as lojas ficaram fechadas por alguns meses e mesmo com a volta do comércio as vendas continuam em baixa. O Sindicato está na luta pela defesa dos empregos, já com a garantia da manutenção dos direitos.

O Sindicato também está negociando que os valores recebidos pelo trabalho aos domingos e feriados não tenham mais o desconto do INSS. Então cada comerciário receberia o “valor cheio” pelo dia trabalhado, isso é mais dinheiro no bolso dos comerciários neste momento tão difícil na vendas. Essa mudança que está sendo negociada com os patrões, retiraria alguns recursos do INSS, mas é importante neste momento de muitas dificuldades.

Supermercados e hortifrutis

O Sindicato também conseguiu a manutenção dos direitos da Convenção Coletiva e agora negocia o reajuste. Os patrões ofereceram a reposição da inflação do período (2,46%), porém sem dar o retroativo completo. Ao invés disso querem pagar R$ 120, sendo R$ 60 na folha de outubro (com pagamento em novembro) e  R$ 60 na folha de janeiro do ano que vem (com pagamento em fevereiro). O Sindicato quer o pagamento de 100% do retroativo, pago em uma única vez ou em duas parcelas a serem pagas ainda em 2020. Também ficou acordado o reajuste de 2,5% no ticket pago pelo trabalho no feriado e nas demais cláusulas econômicas.

“É importante que os trabalhadores continuem acompanhando nossa campanha salarial, nesta semana vamos visitar novas lojas pelo Rio para dialogar com os trabalhadores. É hora de pressionar os patrões para garantir nossos direitos e um salário melhor”, completa Márcio Ayer.

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