País tem um acidente de trabalho a cada 15 minutos, comércio lidera estatísticas

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Imagem: reprodução da internet.

O Brasil registra um acidente de trabalho a cada 15 minutos, com uma morte a cada dois dias. O comércio está entre as dez atividades campeãs em número de acidentes de trabalho no país. E o vendedor do varejo está entre as oito profissões com mais acidentes – atrás apenas dos motoristas de caminhão, carteiros, serventes de obra, faxineiros, auxiliares de enfermagem e ocupações na área de saúde. Os dados são do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.  

No comércio, os supermercados ocupam o primeiro lugar em número de acidentes e, ao lado dos açougues, são os ambientes que mais oferecem riscos à saúde dos trabalhadores. “Há muita dor por trás dessas estatísticas. Não podemos aceitar como natural o acidente, pois ele acontece em função das condições de trabalho. Na maioria dos casos a culpa é dos patrões, que geralmente estão mais preocupados com o lucro do que com a segurança dos trabalhadores”, reclama o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer.

Os diretores sindicais Antonio Jr e Daniele Moretti destacam o 28 de abril, “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho”, como oportunidade para  uma reflexão sobre segurança e saúde no trabalho. Para eles, os riscos aumentaram com a aprovação da reforma trabalhista e da Lei da Terceirização: “Todos os estudos mostram que os terceirizados estão sujeitos a condições piores do que aqueles trabalhadores contratados diretamente pelas empresas. Feitas apenas para reduzir os custos das empresas, as mudanças na CLT aumentam a insegurança e comprometem as condições de saúde dos trabalhadores”.

Feridas abertas – “Tinha tanto medo de perder o emprego que em dois anos de firma não faltei um dia sequer. Não adiantou nada. A empresa me demitiu antes mesmo das feridas sararem. Trabalhador só serve pro patrão enquanto está bom. Se ficar doente, não presta mais”, conta o repositor H.L., que recentemente se acidentou enquanto repunha mercadorias em um supermercado. Ele teve ajuda do Sindicato para emitir a CAT e conta com o apoio do nosso Departamento Jurídico para processar a empresa na Justiça do Trabalho.

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