Sindicato cobra solução para funcionários do Carrefour

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O Carrefour da Barra da Tijuca recebeu uma maquiagem especial para visita internacional do presidente da empresa nesta sexta-feira (12/01). O momento não poderia ser mais propício, já que os trabalhadores aguardam desde a última mesa de negociação, dia 21/12, por uma resposta sobre a pauta de reivindicações aprovada em assembleia. Por isso, o Sindicato dos Comerciários não perdeu a oportunidade de comparecer com faixas e panfletos a essa visita da diretoria da empresa para cobrar as repostas das reivindicações (Saiba mais). Após a pressão do Sindicato, o Carrefour ficou de apurar as novas irregularidades denunciadas e emitir um parecer sobre as horas extras antes do próximo feriado, dia 20 de janeiro.

“O comerciário faz a sua parte, trabalha duro, atende bem o cliente, faz horas extras para dar conta da demanda, se for preciso. Então, nada mais justo do que a empresa fazer a parte dela, que é respeitar os funcionários e seus direitos trabalhistas e oferecer um salário digno. Enquanto não tivermos uma resposta satisfatória, a pressão segue e o estado de greve também. A qualquer momento, os comerciários do Carrefour podem cruzar os braços”, avisa o presidente do Sindicato, Márcio Ayer.  

Em 2017, o Carrefour cresceu 58%, abriu dezenas de lojas pelo Brasil e lucrou mais de R$ 1 bilhão. No Rio de Janeiro acumula 4 lojas: Barra da Tijuca, Sulacap, Campo Grande e NorteShopping. Mas a má fama da empresa pode começar a deixar prejuízos para os patrões.  Muitos clientes afirmaram durante a ação do Sindicato  que não sabiam do desrespeito com os funcionários.

“Eu faço compras no Carrefour toda semana e fiquei surpresa ao saber que os funcionários tiveram direitos retirados. Sou aposentada e sei o quanto da nossa vida a gente passa trabalhando e como é importante que seja um trabalho digno, que a gente seja respeitado”, declara M.M.S., cliente presente durante a ação do Sindicato.

Pauta – Além dos adicionais e da reintegração dos demitidos, os trabalhadores cobram do Carrefour: garantia de 15 minutos de intervalo para lanche, de forma que os trabalhadores não fiquem por mais de 6 horas sem alimentação; garantia das folgas adicionais pelo trabalho nos feriados; fim do desvio de função e assédio moral; melhoria da alimentação fornecida nas lojas; recomposição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); recomposição dos percentuais das comissões dos vendedores.

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