Sindicato e MPT flagram irregularidades no Superprix

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Foto: Dara Bandeira/ Comerciários

O Sindicato dos Trabalhadores do Rio acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) para averiguar práticas antissindicais na rede de supermercados Superprix. Com 13 filiais no Rio de Janeiro, a empresa impede há meses o acesso dos diretores e assessores do Sindicato às suas lojas. Em diligência realizada na manhã desta quinta-feira (9/11), na unidade da Tijuca, sem saber da presença da procuradora do Trabalho Samira Shaat, o encarregado da loja foi orientado pelos patrões a chamar a polícia para coibir a ação do Sindicato, além de ameaçar os funcionários que se aproximaram dos agentes sindicais. A viatura da PM foi ao local, mas a situação se voltou contra a empresa, que foi flagrada em atitude antissindical. Diante dos fatos, a procuradora determinou abertura de inquérito contra a empresa.

“Já estivemos nessa loja diversas vezes e sempre fomos impedidos de realizar nosso trabalho. Prova disso é que quando chegamos ao supermercado hoje constatamos irregularidades que poderiam ser evitadas se nosso acesso não fosse sempre negado. Encontramos problemas desde o açougue, com funcionário trabalhando sem equipamento de proteção adequado, até a falta de pagamento do último reajuste salarial a todos os funcionários. Vamos exigir que a empresa se explique e devolva os direitos que foram retirados. A ação de hoje foi uma grande vitória para os trabalhadores, mas esse é só o começo”, garante o diretor do Sindicato Paulo Henrique da Silva.

Em representação enviada ao MPT, o Sindicato reafirma o direito de acesso às dependências internas dos supermercados, seja para conversar com os trabalhadores no horário de repouso e alimentação, para sindicalizar, ou para verificar se as condições de trabalho estão adequadas. “Queremos diálogo aberto com a categoria. Essa coisa do funcionário ser ameaçado só por querer falar com o Sindicato não pode passar impune. É para isso que estamos aqui: ouvir, entender, defender e, se preciso for, acionar a Justiça para casos mais graves”, afirma a diretora Tânia Hertal.

Supermercados na mira – O Sindicato prepara uma ação de fiscalização específica para os supermercados. O intuito é orientar os trabalhadores sobre as novas regras trabalhistas e identificar possíveis irregularidades. “Os empresários não podem querer recuperar prejuízos ou aumentar seus lucros tirando direitos do comerciário. Por isso o nosso trabalho de base se faz tão necessário. É a hora que ouvimos os trabalhadores e ficamos cientes se o que se passa no chão de loja está de acordo com as leis trabalhistas. Sempre que formos impedidos de fazer nosso trabalho, que é defender e orientar o trabalhador, vamos recorrer, sobretudo nesse contexto das reformas impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer”, explica o presidente do Sindicato, Márcio Ayer.

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