Sindicato negocia compensações para demitidos da L’Oréal

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Funcionários do CD da L’Oréal durante a leitura da proposta de ACT, em Assembleia que contou com a participação de diretores e advogados do Sindicato. Imagem: Rafael Rodrigues/ Comerciários

Reunidos em Assembleia nesta segunda-feira (30/10),  funcionários da L’Oréal aprovaram o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociado pelo Sindicato dos Comerciários para garantir compensações aos trabalhadores que serão demitidos pela empresa no ano que vem. A reunião aconteceu no Centro de Distribuição (CD) da empresa em Cordovil, na Zona Norte do Rio. Contou com a participação de diretores e advogados do Sindicato, que apresentaram os termos do ACT e tiraram dúvidas dos comerciários. Ao final, a proposta foi aprovada por ampla maioria dos funcionários: 43 x 1.

“Com a agenda de recessão e arrocho colocada em prática pelo governo golpista de Michel Temer, mais e mais empresas fecham a portas a cada dia no país. No Rio, atuamos para manter postos de trabalho e garantir a melhor assistência possível aos trabalhadores demitidos”, comentou o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer.

Além de todas as verbas rescisórias devidas, incluindo a multa de 40% sobre o saldo do FGTS, a empresa aceitou pagar: indenização correspondente a 40% do salário nominal por ano trabalhado; indenização correspondente a 100% do salário para trabalhadores com mais de 15 anos de casa; manutenção do atual plano de saúde para o trabalhador e seus dependentes por um período de seis meses após o desligamento; vale alimentação no valor de R$ 450/ mês, pelo período de seis meses, pago em carga única de R$ 2.700; e aconselhamento de carreira feita por consultoria especializada. A empresa se comprometeu a fazer o pagamento dos créditos em até dez dias após a rescisão.

Fechamento da fábrica – “O Sindicato entrou na negociação para reduzir o impacto da demissão sobre os trabalhadores e suas famílias, com o pagamento de indenizações adicionais e extensão dos benefícios”, comentou o presidente Márcio Ayer. “Ao que tudo indica, a L’Oréal está agindo com respeito aos funcionários, mas na homologação vamos ressalvar qualquer eventual pendência identificada pelo Sindicato ou reclamada pelos trabalhadores. Se for o caso, os demitidos terão todo nosso apoio para acionar a empresa na Justiça”, acrescentou o secretário-geral do Sindicato, Marcelo Black.

As demissões se devem ao fechamento da fábrica de cosméticos da empresa na Pavuna, Zona Norte do Rio, prevista para acontecer no final de 2018 – a unidade funcionava no local desde 1967.

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