Patrões cedem à pressão! Sindilojas assina convenção coletiva

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Diretores do Sindicato dos Comerciários e do Sindilojas após a assinatura da CCT. Foto: Rafael Rodrigues/ Comerciários

O Sindicato dos Comerciários do Rio assinou nesta sexta-feira (1/9) as convenções coletivas de trabalho (CCTs) com o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas). Foram acertados reajustes de 4% nos salários e de 5,5% no piso salarial, percentuais acima da inflação, que ficou em 3,99% (INPC/ IBGE). As empresas insistiam em dar reajuste abaixo da inflação. A assinatura só foi possível graças ao recuo da entidade patronal, que aceitou os patamares mínimos para a negociação aprovados pela categoria em Assembleia realizada na última quarta-feira (30/8).

A previsão é que a assinatura das convenções dos demais segmentos do comércio aconteça nos próximos dias. As exceções são o atacado de material de construção, cuja data base é agora em setembro, e os supermercados, cuja negociação vem sendo atravancada pelo pirata Sind$uper (leia mais abaixo).

“É um bom resultado, conquistado após muita luta. Foram quase cinco meses de mobilização e muitas rodadas de negociação. Tudo conspirava para que fosse pior. Buscamos ao máximo proteger os trabalhadores dos efeitos da reforma trabalhista e conseguimos evitar perdas salariais com reajuste acima da inflação. É uma grande vitória, principalmente se considerarmos o momento difícil de crise econômica e alta do desemprego enfrentada pelo país”, comemorou o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer.  

Conquistamos na base do Sindilojas:

  • manutenção de todos os direitos previstos nas convenções do ano passado;
  • reajuste do piso salarial de R$ 1.090 para R$ 1.150 (5,5%);
  • aumento da garantia mínima dos vendedores comissionistas de R$ 1.200 para R$ 1.265 (5,4%);
  • reajuste em 4% dos salários;
  • reajuste do piso de experiência de R$ 980 para R$ 1.034 (5,5%);
  • reajuste do lanche garantido para quem trabalha aos sábados (após as 14h), domingos e feriados de R$ 17 para R$ 18 (6%).

Ganho real – Os reajustes terão vigência retroativa à data-base, em 12 de maio, e os valores retroativos poderão ser pagos em duas vezes, até o salário de outubro. Na comparação, considerada a inflação, os 4% de agora se equiparam aos 10% de 2016. Os menores salários este ano terão ganho real (acima da inflação) de 1,45%, próximo ao conquistado ano passado, que foi de 1,68%. “Garantir ganho real num cenário como esse é uma grande vitória! Fruto da união da categoria em torno de um sindicato de luta”, avaliou o comerciário J.B., que trabalha em um shopping na Zona Norte.

Cláusulas sociais – As CCTs assinadas com o Sindilojas também determinam reajuste do auxílio creche para R$ 190, no caso das empresas que possuem entre 30 e 50 funcionárias, ou R$ 210, nas empresas com mais de 50 trabalhadoras. Também se destacam as cláusulas que exigem oferta de água potável aos trabalhadores e melhoria das condições de higiene do local de trabalho. Fixam ainda as regras para as jornadas aos domingos e feriados, banco de horas e trabalho em tempo parcial.

E os supermercados?As negociações com os supermercados estão paradas há meses, por culpa do Sind$uper. O falso sindicato, criado por alguns patrões e sindicalistas de aluguel, tenta aprovar um acordo secreto escrito por essas empresas em assembleias de difícil acesso para os trabalhadores. O Sindicato dos Comerciários, verdadeiro representante dos trabalhadores de supermercados, luta na Justiça, no Ministério do Trabalho e nas ruas para derrotar o pirata Sind$uper e chamar os patrões para negociar um acordo verdadeiro e justo. Os trabalhadores de supermercados não aguentam mais esperar pelo reajuste! Vamos todos nos unir em torno do verdadeiro Sindicato para fazer com que as empresas escutem nossa voz: NEGOCIA, PATRÃO!

Na Assembleia de quarta-feira foi aprovada ainda, por unanimidade, a pauta de reivindicações que será apresentada ao Sindicato do Comércio Atacadista de Material de Construção (Sincomac), cuja data base é em setembro.

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