Sindicato rejeita proposta dos patrões em Miguel Pereira e Paty

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A mesa de negociação com o Sicomércio. Na cabeceira, à esquerda, o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer. Imagem: Wellington Santos/ Comerciários

Em reunião realizada na última quarta-feira (31/5), para discutir a Pauta de Reivindicações dos trabalhadores de Miguel Pereira e Paty do Alferes, o Sindicato dos Comerciários rejeitou a contraproposta dos patrões da região. Além de negarem um reajuste de salários com ganho real, as empresas querem manter o piso salarial abaixo do mínimo regional, aprovada pela Assembleia Legislativa. Também se negam, por enquanto, a atender qualquer outra reivindicação para melhorar as condições de trabalho dos seus funcionários.

“Estamos valorizando a negociação e acho que temos tudo para chegar a um bom termo, que preserve, acima de tudo, os interesses dos comerciários”, comentou o presidente do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer. Ele avalia que as negociações devem avançar nos próximos dias com a melhoria da proposta por parte dos patrões. Como ponto positivo, Márcio destacou o fato de que, pela primeira vez em anos, as negociações acontecem diretamente entre os sindicatos de trabalhadores e patrões, sem a mediação da Fecomércio. “Pela primeira vez as negociações em Paty e Miguel Pereira ocorrem de maneira independente das negociações na capital, o que permite levarmos em conta as particularidades da realidade local”, acrescentou o presidente.

Dia do Comerciário mantido – Os diretores  do Sindicato presentes à reunião também rejeitaram a proposta dos patrões de acabar com o feriado no Dia do Comerciário. “O Dia do Comerciário é especial. É nele que os trabalhadores se reconhecem enquanto categoria. É também a única data em que os colegas de firma podem fazer sua confraternização, o que já se tornou uma tradição aqui em Miguel Pereira e Paty do Alferes,” comentou o delegado sindical Marcelo Bizerra.

A reunião contou ainda com a participação dos diretores sindicais Josué Pereira, Bruno Baldez e Fábio dos Santos, os dois últimos trabalhadores no comércio da região. A próxima rodada de negociações vai acontecer dia 13/6, quando poderá enfim ser acordado o reajuste e demais avanços para a Convenção Coletiva de Trabalho 2017/2018.

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