Sindicato impede descarregamento irregular da Americanas

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No momento em que interromperam o descarregamento, da esquerda para a direita, os diretores do Sindicato Douglas de Freitas, Marcelo Black, José Cláudio Oliveira e Edson Machado. Foto: Wellington Santos/ Comerciários
No momento em que interromperam o descarregamento, da esquerda para a direita, os diretores do Sindicato Douglas de Freitas, Marcelo Black, José Cláudio Oliveira e Edson Machado. Foto: Wellington Santos/ Comerciários

Era para ser mais uma manifestação da nossa Campanha Salarial. Só que durante o corpo a corpo na Praça Saens Peña, no bairro da Tijuca, diretores do Sindicato flagraram mais um descarregamento de caminhão feito de forma irregular pelos funcionários das Lojas Americanas. A irregularidade não passou batida. Os diretores interromperam o descarregamento e só deixaram o local após a partida do caminhão, que saiu sem descarregar.
“A empresa precisa contratar carregadores, dar treinamento e fornecer os Equipamento de Proteção Individual (EPI) adequados. Nosso Sindicato não vai compactuar com o desvio de função, que acontece quando vendedores, operadores de caixa ou operadores de loja são obrigados a cumprir tarefas não descritas em seus contratos de trabalho, como descarregar mercadorias. Isso é ilegal!”, protestou o diretor do Sindicato José Cláudio de Oliveira, lembrando que a Americanas insiste em cometer esse abuso.

O gerente da loja tentou justificar. Disse que, segundo o Departamento Jurídico da Americanas, o descarregamento poderia ser feito sem problemas porque a questão está em negociação com o Sindicato. “É preciso deixar claro que o Sindicato não abre mão dos direitos dos trabalhadores. Estamos negociando com as Lojas Americanas o valor do tíquete alimentação dos trabalhadores, que não é reajustado há 19 anos. Não negociamos desvio de função, que é ilegal! A empresa e seu corpo jurídico sabem disso,” argumentou o diretor jurídico do Sindicato, Edson Machado.

A importâncias das denúncias – O secretário-geral do Sindicato, Marcelo Black, acrescentou que o problema é grave, pois a empresa insiste em descumprir a lei. “Dessa vez nós estávamos aqui. Fechamos o caminhão e mandamos voltar. O problema é que não podemos estar 24 horas por dias em todas as lojas da rede. É fundamental que os trabalhadores fortaleçam nossa luta, façam denúncias, nos ajudem a fiscalizar e fazer com que a Justiça prevaleça”, destacou o diretor.

Para denunciar, não é preciso se identificar. Basta relatar o problema e informar o nome, endereço completo e CNPJ da empresa. Pode ser pelo email denuncia@secrj.org.br, pelo telefone (21) 3266-4104, por mensagem no Facebook/ComerciáriosRJ, pelo zap (21) 96697-5260 ou pessoalmente no na Sede do Sindicato (Rua André Cavalcanti, 33 – Lapa).

Campanha Salarial – A pressão dos comerciários sobre os patrões continua. A última Assembleia (13/7) rejeitou a proposta de convenção coletiva do SindiLojas (lojas de shopping e rua) porque, na última hora, propuseram retirar dos comerciários em favor dos patrões o direito de gerir o benefício social familiar (auxílios funeral, invalidez, natalidade, etc). Apesar da rejeição da proposta, a Assembleia autorizou a diretoria do Sindicato a assinar a convenção caso o SindiLojas volte atrás na cláusula do benefício social familiar. No caso da Fecomércio e do Sindicato do Comércio Varejista de Material Eletroeletrônico (Simerj), ainda não foram apresentadas propostas formais. O único segmento que já garantiu reajuste de 10% e outras conquistas foi o dos trabalhadores e trabalhadoras em supermercados.

Foto: Wellington Santos/ Comerciários
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