Di Santinni aceita negociar benefícios para funcionários

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Representantes da Di Santinnni ouvem o diretor José Cláudio de Oliveira, à esquerda. Ao fundo o presidente Márcio Ayer
Representantes da Di Santinnni ouvem o diretor José Cláudio de Oliveira, à esquerda. Ao fundo o presidente Márcio Ayer

Representantes da rede de sapatarias Di Santinni participaram de reunião nesta terça-feira (27) no Sindicato com o presidente Márcio Ayer, o diretor José Cláudio Oliveira e a coordenação jurídica da entidade. Vieram pedir a renovação do banco de horas aplicado pela empresa.

O presidente Márcio Ayer esclareceu que o Sindicato tem posição contrária ao banco de horas por considerá-lo lesivo aos trabalhadores. “Quando o trabalhador extrapola o horário, tem o direito de receber pelas horas extras. Existem problemas nos bancos de horas. Um deles ocorre quando o trabalhador é demitido no meio do banco de horas e perde as horas trabalhadas a mais. Também recebemos uma enxurrada de denúncias de comerciários quanto ao controle das anotações nos bancos de horas, que seria falho em muitas empresas e traria prejuízos aos trabalhadores”, explicou o presidente. Márcio falou ainda sobre uma série de benefícios importantes para os trabalhadores que precisam ser discutidos entre o Sindicato e a empresa, como o vale-refeição e o auxílio-creche.  

Proximidade – O diretor José Cláudio Oliveira aproveitou a oportunidade para dar aos representantes da empresa um panorama sobre o novo momento do Sindicato, que busca uma relação mais próxima com as empresas com o objetivo de alcançar melhores condições de trabalho para seus funcionários. Ele falou ainda sobre a importância de ser firmado um compromisso entre Sindicato e empresa pela manutenção dos empregos e para evitar “as opressões a que os trabalhadores estão sujeitos, como o assédio moral, que acontecem muitas vezes sem o conhecimento das próprias direções das empresas”.

Em resposta, os representantes da Di Santinni disseram que a empresa tem o compromisso de proporcionar melhores condições de trabalho e que, nesse sentido, está disposta a aprofundar as conversas com o Sindicato. “O momento econômico é delicado, mas a empresa tem vontade de melhorar os benefícios. Vamos analisar as propostas do Sindicato para apresentar uma contrapartida à renovação do banco de horas”, disse uma das representantes.

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