Empresário Abílio Diniz se posiciona contra o mimimi da crise

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Abílio Diniz

Para o  empresário Abílio Diniz, presidente da Brasil Foods (BRF) e acionista da rede Carrefour, a crise do país é mais política do que financeira e não é nem de longe a mais grave que já vivemos. “Os governantes fomos nós que colocamos lá, o que está faltando a nós eleitores é união […] Quando acabar a crise política, eu garanto que sairemos disso com relativa facilidade. É claro que momento é duro, mas os fundamentos econômicos do país são sólidos”, disse. O argumento do mega-empreendedor joga por terra a tentativa de grupos políticos de desestabilizar o país por motivos ideológicos e partidários.

Quando questionado sobre suas empresas, Abílio Diniz diz que o Carrefour “está vendendo lenços”, referindo-se à máxima dos empresários de que em momentos difíceis existem duas possibilidades: vender lenços ou chorar. “Na crise, não dá para se fazer de vítima, nem procurar culpados. Para quem tem uma empresa, é hora de se olhar no espelho e perguntar se fez algo de errado e o que você pode fazer agora”, afirmou. Segundo o empresário, várias empresas estão deixando de investir, o que pode sim criar um cenário de recessão e com isso desestabilizar a economia do país.

Sobre as afirmações do empresário, o presidente do SECRJ, Márcio Ayer, comenta que Diniz acerta quando convoca todos os setores para ajudar a propor saídas que façam o país avançar: “Todos temos que nos unir para sair dos tempos difíceis que o mundo vive, mas não podemos permitir que os patrões utilizem o discurso da crise para fomentar a desestabilização da economia e, com isso afundar o país numa crise sem precedentes. No fim das contas, quem paga a conta é o trabalhador, com a perda de seu emprego e seus direitos. Isso é jogar contra o crescimento do Brasil e as conquistas sociais alcançadas nos últimos anos.”

Baixar os juros e destravar os investimentos Em nome da direção do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer convoca os empresários para lutar pela redução dos juros e destravar os investimentos na produção para gerar empregos. “O ajuste fiscal atende aos interesses dos banqueiros internacionais que lucram e enchem as burras de dinheiro às custas dos nossos empregos e nossos direitos. É preciso baixar os juros e criar linhas de financiamento para a produção, para voltarmos ao caminho do crescimento e da geração de empregos”, conclama.

Imagem: reprodução do Facebook

 

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