Tradicionais lojas do Rio viram bens culturais

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O Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), órgão da prefeitura do Rio, relacionou mais 13 estabelecimentos comerciais para integrar a categoria de atividade econômica tradicional e notável, na lista de bens imateriais da cidade. Desta vez, foram indicadas lojas de instrumentos musicais, chapelarias, tabacarias, lojas de cofres, sebos, gráficas e confeitarias do comércio tradicional do centro e do bairro de Copacabana, na zona sul da cidade.

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A categoria de patrimônio imaterial da cidade foi criada pelo IRPH em junho de 2013, quando foram listados nove negócios tradicionais da Rua da Carioca, no centro, entre eles o Bar Luiz, fundado há 128 anos, e a igualmente centenária A Guitarra de Prata, loja de instrumentos musicais. De acordo com o IRPH, são estabelecimentos que fazem parte da referência cultural da cidade e a inclusão na lista de bens imateriais pode ajudar na adequação desses negócios às mudanças da sociedade e do mercado.

“Muitos deles passam por um processo de transformação e outros estão, aos poucos, desaparecendo”, explicou o arquiteto Washington Fajardo, presidente do IRPH. Segundo ele, a prefeitura quer estabelecer políticas e incentivos para valorizar cada vez mais esses bens culturais. “Queremos ajudar a manter vivos negócios que fazem parte da história do Rio de Janeiro”, disse.

Entre as 13 lojas que passam a integrar a lista estão a Tabacaria Africana, fundada em 1846, a loja de música Ao Bandolim de Ouro, inaugurada em 1929 e frequentada por compositores como Pixinguinha, Noel Rosa e Paulinho da Viola, a Chapelaria Porto, fundada em 1880 e especializada nos chapéus panamá, e a Leiteria Mineira, aberta no início do século passado por um fazendeiro, para escoar sua produção de leite e derivados. Todas elas estão localizadas no centro do Rio.

Em Copacabana, tornaram-se bens imateriais as confeitarias Cirandinha e Marquise, esta última responsável, até 1988, pela produção dos doces servidos no Hotel Copacabana Palace.

Os integrantes da lista de negócios tradicionais receberão placas azuis indicando sua importância histórica, fazendo parte, assim, do Circuito do Patrimônio Cultural Carioca, projeto que existe desde a década de 1990. A partir de 2010, o projeto passou a agrupar o patrimônio por temas, que atualmente são dez, entre eles os circuitos do samba, da bossa nova, do choro, dos botequins e dos cinemas.

Fonte: Agência Brasil

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