Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Menu Menu

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Notícias

Vai dar pra se aposentar ou vamos morrer trabalhando?

Reforma-da-Previdencia

Papo reto do presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer  Temer é ensaboado, não dá pra acreditar no que ele diz. Principalmente quando a gente vê como são rasteiros os argumentos do seu governo para mexer num sistema de Previdência Social que, hoje, garante a renda única de mais de 30 milhões de brasileiros. Com tanta história contada pela metade e tanta desinformação circulando por aí, todo mundo quer saber: Será que gente vai conseguir se aposentar? Precisava mesmo mexer na Previdência agora?

O governo diz que a Previdência dá prejuízo e que sem reformas vai quebrar. Uma mentira cascuda! Entenda. A Previdência faz parte do sistema mais amplo da Seguridade Social, no qual estão outras áreas importantes, como a Saúde e os programas sociais. A soma dos orçamentos dessas áreas ficou no azul em quase todos os anos recentes, chegando à incrível marca de R$ 76 bilhões de “lucro” em 2013.

Para te convencer de que existe o tal “rombo”, além de omitir este “detalhe”, a turma do Temer considera como verbas da Previdência apenas a soma das contribuições de trabalhadores e empresas ao INSS, da qual descontam o pagamento das aposentadorias. Feita dessa forma, a conta dá prejuízo. Mas só porque eles “esquecem” de somar outras fontes de receita, como parte da grana arrecadada pelas loterias e impostos federais como Cofins e CSLL, que o governo por lei é obrigado a transferir para a Previdência. E também porque bilhões de reais saem dos cofres da Previdência para cobrir outras despesas do governo como, principalmente, o pagamento de dívidas junto aos bancos. Sacou o tamanho do problema?

Luta de classes – Por trás deste debate se desenrola o conflito de interesses entre trabalhadores e patrões, que fica sempre mais acirrado em momentos de crise como o atual. Nessas horas a elite tende a atacar com força redobrada todas as instituições criadas para garantir bem-estar aos trabalhadores, como é o caso da Previdência. Ricaços, banqueiros e patrões defendem que o papel do Estado é apenas garantir liberdade aos mercados e supremacia dos interesses individuais sobre os coletivos. Para eles, enfrentar injustiças sociais e reduzir desigualdades são tarefas secundárias. Já nós trabalhadores defendemos um sistema de seguridade universal, solidário e orientado para a igualdade, nos marcos da Constituição de 1988. Pois entendemos que, por meio do Estado, uma sociedade evoluída deve amparar as pessoas na velhice, no desemprego, na doença e em todas as situações em que estiverem impossibilitadas de obter renda para sustentar suas famílias.

Não aceitamos o modo como está sendo encaminhada a reforma, sem discussões mais profundas no Congresso Nacional e sem nenhuma forma de consulta à sociedade. Gostaríamos de opinar, mas sabemos que Temer tem ouvidos moucos e está de costas para os trabalhadores. Para ele, tanto faz se as pessoas só puderem pedir aposentadoria integral aos 90 anos, idade superior à expectativa de vida no país. Por isso, os sindicatos e movimentos sociais devem se organizar para resistir e evitar retrocessos.

Abaixo as reformas de Temer! Eleições diretas já!