A segurança em estabelecimentos com grande concentração de pessoas, como os shoppings centers, foi tema de audiência pública na Alerj, em um debate marcado pelo alerta e pela cobrança por medidas concretas de proteção. A atividade também manteve viva a memória dos brigadistas Emellyn Silva e Anderson Aguiar, que perderam a vida no incêndio do Shopping Tijuca.

O presidente do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer, compôs a mesa ao lado da deputada estadual Lilian Behring, da deputada federal Enfermeira Rejane, do presidente do Sindicato dos Bombeiros Civis, Marcos Paulo Silva, do tenente-coronel Rafael Bittencourt e do consultor da presidência da Fecomércio RJ, Otávio Leite.
Durante a audiência, foi debatido o Projeto de Lei nº 1168 de 2025, que propõe alterações na legislação para regulamentar a profissão de brigadista florestal e estabelecer normas para formação e credenciamento de bombeiros civis e brigadistas.
Representando os trabalhadores do comércio, o presidente do Sindicato, Márcio Ayer, trouxe o debate para a realidade cotidiana da categoria e cobrou avanço efetivo na proteção. “Estamos falando de ambientes com grande aglomeração e, depois do incêndio no Shopping Tijuca, fica evidente a necessidade de avançar na proteção desses espaços. O que o Sindicato tem encontrado nos estoques e áreas internas, tanto em shoppings quanto no comércio de rua, são situações absurdas, sem qualquer proteção contra riscos à saúde e incêndios”, afirmou.
Ayer também destacou a urgência de fiscalização rigorosa. “Isso é recorrente e o risco de acontecer algo grave é evidente. É preciso ampliar a fiscalização e garantir que vidas sejam protegidas. O que aconteceu foi fruto de uma negligência grave. Poderia ter sido ainda pior. É necessário responsabilizar e impedir que tragédias como essa se repitam”, completou.
A deputada estadual Lilian Behring reforçou a dimensão humana da tragédia. “Os nossos colegas que faleceram precisam ser honrados. Nós precisamos estar vivos, e aqueles que não estão precisam ser lembrados para que nunca mais aconteça o que aconteceu com Emellyn e Anderson”, declarou.
A audiência reforçou um ponto central: sem fiscalização, sem cumprimento das normas e sem responsabilização, os trabalhadores seguem expostos. O debate segue em alerta para que a tragédia no Shopping Tijuca não se repita.
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