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Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

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Trabalhar na Ri-Happy não é brincadeira

“Estamos falando da maior rede de lojas de brinquedos do país. Dava para tratar melhor os seus funcionários”, reclama o presidente do Sindicato, Márcio Ayer.


Durante o ano inteiro, os funcionários da Ri-Happy roeram junto com a empresa o “osso” da crise e das vendas em baixa. Além do salário fixo de R$ 1.169, os trabalhadores contavam apenas com a comissão de 0,84% sobre o que conseguiam vender. Até aí sem novidade, não está fácil mesmo pra ninguém. Só que na hora do filé, faltando pouco para o Dia das Crianças e o início das vendas de Natal, a Ri-Happy resolveu fazer a egoísta e faturar tudo sozinha. Em junho, sem aviso prévio e de forma unilateral, a empresa alterou os contratos e acabou com o salário fixo, transformando todos os vendedores em comissionistas puros.

A medida abusiva foi denunciada ao Sindicato por funcionários de uma loja em um shopping da Zona Norte do Rio. Eles contaram que o problema é agravado pelo desvio de função. “Somos obrigados a limpar a loja, arrumar a vitrine, organizar o estoque e cumprir uma série de outras tarefas que não estão descritas em nossos contratos. Quem não faz tem a senha de vendas bloqueada pela gerência e perde toda a comissão do dia. Estamos nos sentindo muito prejudicados”, conta a operadora de loja F.K., que completa: “Trabalhar na Ri-Happy não é brincadeira de criança”.

Ao todo a empresa emprega 3.000 funcionários em mais de 150 lojas – só no Rio são 13. Desde 2012, pertence ao fundo norte-americano Carlyle, que administra um conjunto mundial de empresas cujo valor de mercado supera U$ 150 bilhões. Além da Ri-Happy, o Carlyle Group controla no Brasil a rede moveleira Tok&Stok, o grupo médico Qualicorp, a operadora de turismo CVC, e a fábrica de lingeries Scalina, dona das marcas TriFil e Scala.

Esclarecimentos – “Estamos falando da maior rede de lojas de brinquedos do país. Dava para tratar melhor os seus funcionários”, reclama o presidente do Sindicato, Márcio Ayer. “Os funcionários também se queixam de jornadas acima dos limites previstos na CLT (8 horas diárias e 44 semanais), sem pagar horas extras ou contagem no banco de horas. Já notificamos a Ri-Happy para que venha se explicar”, acrescenta o diretor jurídico do Sindicato, Edson Machado. Uma reunião foi marcada com a empresa no próximo dia 24/10.