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Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

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Trabalhadores do Fernandes rejeitam Banco de Horas

Os diretores do Sindicato Josué Pereira (de cinza) e Bruno Baldez (camisa escura) deram esclarecimentos sobre Banco de Horas aos funcionários do Fernandes. Foto: Wellington Santos/ Comerciários

Reunidos com o Sindicato dos Comerciários na sede da empresa, em Paty do Alferes, os funcionários do Fernandes disseram não à implantação do Banco de Horas. A atividade foi realizada na última quarta-feira (31/05), em duas etapas, uma na parte da manhã e outra à tarde, e contou com a participação de praticamente todo o pessoal que trabalha no supermercado. Obrigado por lei a negociar com empresas interessadas em instituir o Banco, o Sindicato cumpriu o seu papel de levar a questão aos trabalhadores que, após esclarecerem suas dúvidas, rejeitaram as mudanças no sistema de compensação da jornada de trabalho.

O delegado do Sindicato em Miguel Pereira e Paty do Alferes, Marcelo Bizerra, destacou a transparência no processo de discussão do Banco de Horas, o que considerou um grande avanço na atual gestão do Sindicato. “Enfrentamos o debate de forma madura e transparente. Deixamos claro desde o início que o Sindicato tem posição contrária ao Banco de Horas, mas que sempre estará, como manda a lei, aberto à negociação dos termos que serão apresentados aos trabalhadores,” explicou.

Conforme explicou o diretor do Sindicato Josué Pereira durante a Assembleia dos trabalhadores do Fernandes, um dos principais problemas do Banco de Horas é a fidelidade do controle de ponto dos trabalhadores. “Muitas empresas descumprem a lei quando o assunto é a marcação de ponto. Depois de implantado o Banco, isso fica ainda pior. O melhor é receber a hora extra. Se o patrão ganhou a mais sobre o seu trabalho, é justo que você também receba a mais por isso,” comentou o dirigente.

Foto: Wellington Santos/ Comerciários

Horas extras – A jornada de trabalho no comércio do Rio, Miguel Pereira e Paty do Alferes tem limites de 44 horas semanais e 8 horas diárias (não incluído o intervalo para almoço). Os patrões podem aumentar sua jornada desde que paguem pelas horas extras, não ultrapassem o limite de duas horas extras por dia e seja garantido o descanso semanal remunerado. Essas regras são muito claras nas leis trabalhistas e nas Convenções Coletivas de Trabalho assinadas pelos comerciários do Rio com as entidades que representam os patrões. O Sindicato dos Comerciários oferece orientação gratuita e especializada aos comerciários de Miguel e Paty. Os plantões jurídicos acontecem às terças-feiras, das 9h30 às 15h30, no Núcleo de Atendimento Sindical na Av. Roberto Silveira, 115 – salas 207 a 210, Centro de Miguel Pereira. Mais informações pelo telefone (21) 2484-2671.