Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

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Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

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Mercados negam reivindicações e querem pacote de maldades

A presidente interina do Sindicato, Alexsandra Nogueira (ao centro), levou o recado da categoria: “A contraproposta dos patrões é irreal, não tem conexão com os anseios dos trabalhadores e jamais será aceita”. Imagem: Rafael Rodrigues/ Comerciários

Terminou mal a primeira rodada para negociar as Convenções Coletivas de Trabalho (CCTS) 2018-2019, realizada na semana passada, entre o Sindicato dos Comerciários e os donos de supermercados, representados pelo Sindigêneros. Na cara dura, além de negar todas as reivindicações dos trabalhadores e propor reajuste de apenas 1,5%, abaixo da inflação, os patrões querem impor um pacote de maldades para tornar ainda mais difíceis e injustas as condições de trabalho nos mercados do Rio.

Mundial, Walmart, Atacadão, Zona Sul, Prezunic, Hortifruti e Carrefour defendem, por exemplo, o fim das folgas compensatórias pelo trabalho em feriados. Querem ainda colocar nas CCTs vários itens da reforma trabalhista, que só prejudicam os trabalhadores, como o trabalho intermitente. Um modelo de contratação que acaba com a garantia de um salário digno no fim do mês e deixa o trabalhador sem horário certo, sempre à disposição do patrão, tendo que se virar em mais de um emprego para sustentar a família.  

“Além de não ceder em nada, os patrões não apresentaram nenhuma proposta de valorização da categoria. Subestimam nossa inteligência e capacidade de organização. Nossa Assembleia já disse que é essencial a reconquista do 100% em feriados e o fim do trabalho aos domingos. A contraproposta dos patrões é irreal, não tem conexão com os anseios dos trabalhadores e jamais será aceita”, cravou a presidenta interina Alexsandra Nogueira, que é também empacotadora dos supermercados Guanabara.

Brincando com fogo – Se os patrões quiserem evitar que se repitam as revoltas que aconteceram de forma espontânea em vários mercados, no ano passado, inclusive com paralisação de lojas e ameaças de greve, terão que melhorar sua contraproposta. “Caso contrário, só vai restar aos trabalhadores subir o tom da luta. O pessoal já sabe que patrão só abre a mão na base da pressão”, disparou o diretor José Cláudio de Oliveira, açougueiro dos supermercados Unidos, que também participou da reunião. A segunda rodada de negociação está marcada para o próximo dia 26/6 (terça-feira).    

Plenária local dos comerciários me Madureira. Imagem: Rafael Rodrigues/ Comerciários

Mobilização e Assembleia – O Sindicato tem realizado plenárias locais com os comerciários para discutir o andamento da Campanha Salarial, a questão do reajuste e outros direitos dos trabalhadores que estão na mesa de negociação com os patrões. “Juntos, estamos pensando estratégias e soluções para defender nossos direitos e conseguir ir além nas negociações”, explica a presidente interina Alexsandra Nogueira. Já foram realizadas plenárias no Norte Shopping e em Madureira (foto). As próximas serão no refeitório do Sindicato no Rio Sul (20/6, quarta-feira, às 16h) e no Núcleo de Atendimento Sindical (NAS) do BarraShopping (28/6, quinta-feira, às 14h e às 16h30).

Uma grande Assembleia para levar a discussão a toda a categoria será realizada no próximo sábado (23/6) no NAS de Campo Grande (R. Iaçu, 74 – próximo à rodoviária), a partir das 16h.

Participe!