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Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

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Sindicato vai consultar funcionários sobre proposta da Andarella

Reprodução da internet

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O “pito” (leia aqui) que tomou na Superintendência Regional da Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE) na semana passada fez efeito. Em nova reunião na Superintendência, realizada nessa quarta-feira (14), os representantes da Andarella enfim apresentaram um prazo para colocar em dia os salários dos funcionários.

Pressionado, o procurador da empresa, Alex Andres Beeck, propôs colocar em dia até o quinto dia útil de julho os salários dos trabalhadores das lojas da rede, que representam cerca de 70% da folha de pagamento, além de regularizar o fornecimento de vale-refeição e vale-transporte. Os funcionários do escritório, que têm salários mais altos, passariam a ser pagos ainda em atraso, mas dentro do mês, também em julho.

Consulta – O Sindicato considera o prazo muito longo, já que coloca em risco a sobrevivência das famílias dos trabalhadores.  “O que a gente nota é que a empresa se esforça para adiar, sempre tentando jogar pra frente, dois, três meses adiante, a solução do problema. O Sindicato não pode assumir o compromisso com essa proposta sem antes consultar os mais interessados, que são os próprios funcionários da Andarella”, disse o presidente Márcio Ayer.

Conforme ficou acordado, o Sindicato vai ouvir nos próximos dias todos os funcionários das 11 lojas da Andarella, incluindo os funcionários do escritório, para saber se eles concordam com a proposta da empresa. Nova rodada de negociação, já com a posição dos funcionários, está marcada para a próxima quarta-feira (20), na SRTE.

Pressão – Os funcionários estão com salários atrasados há meses e tiveram seus vales-refeição suspensos pela empresa sem aviso. A grife também não vem depositando regularmente seus encargos com FGTS e INSS. Sem falar na questão dos 35 funcionários que foram demitidos desde dezembro, que estão recebendo suas rescisões de forma parcelada.

Não foi tão fácil arrancar uma proposta da Andarella. A princípio, seus representantes não queriam se comprometer com nenhum prazo. Jogando a culpa na “crise”, Beeck disse que há um plano de recuperação da empresa em curso, mas que existe “uma variável que não consegue controlar, que é o consumo”. Ele acrescentou que pretende recuperar os prejuízos com as vendas do Dia das Mães, em maio, sem dizer, no entanto, quando e de que forma pretendia quitar as dívidas com os funcionários. “Eu precisaria de uma bola de cristal para fazer essa previsão”, disse.

O presidente do Sindicato rebateu: “O risco faz parte do negócio e não pode ser transferido aos trabalhadores. Não dá também para jogar a culpa na crise. Até quando a economia ia bem, a empresa já não estava depositando o FGTS”, ressaltando que os problemas na Andarella ocorrem há mais de três anos.

“O trabalhador não pode ficar vinculado aos resultados da empresa, que precisa buscar outros meios de regularizar a situação. A Superintendência é um órgão de negociação. Diante do pedido de colaboração feito pelo Sindicato, poderia haver uma flexibilização para que a Andarella consiga regularizar sua situação e a dos funcionários. Mas para isso deveria ao menos ser feita uma proposta. Como não há o que negociar, tanto o Ministério quanto o Sindicato vão seguir o curso natural diante das irregularidades”, disse o mediador do Ministério, Bruno Roberto Parreiras, antes que Beeck apresentasse a proposta de acerto em três meses.