Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Menu Menu

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Notícias

Sindicato quer respeito à jornada de trabalho no Black Friday

O presidente do Sindicato, Márcio Ayer (em primeiro plano), a diretora Daniele Moretti (de listrado) e o diretor jurídico Edson Machado (à direita) durante a reunião com o Sindilojas. Foto: Wellington Santos/ Comerciários

O presidente do Sindicato, Márcio Ayer (em primeiro plano), a diretora Daniele Moretti (de listrado) e o diretor jurídico Edson Machado (à direita) durante a reunião com o Sindilojas. Foto: Wellington Santos/ Comerciários

O Sindicato dos Comerciários do Rio em reunião nesta quarta-feira (23/11) com o SindiLojas, que representa os lojistas, exigiu um documento conjunto para patrões e empregados sobre a necessidade de se respeitar os direitos trabalhistas durante a realização da promoção Black Friday. O objetivo é formalizar para os empregadores os principais pontos que foram desrespeitados na edição anterior do evento, tais como a jornada de trabalho excessiva, horário de almoço reduzido, falta de intervalo para lanche, dentre outros.

Segundo o presidente Márcio Ayer, o Sindicato dos Comerciários do Rio vai lutar para que se cumpra a lei e não aconteçam mais os problemas ocorridos na Black Friday 2015. “Tivemos uma quantidade absurda de denúncias, principalmente na jornada de trabalho, que chegou a ser de até 14 horas. Dessa vez, estamos nos antecipando e deixando claro para os patrões que o Sindicato vai fiscalizar para garantir o direito do trabalhador,” disse o presidente.

O diretor jurídico do Sindicato, Edson Machado, destacou que muitos shoppings vão abrir em horário ampliado na próxima sexta-feira (25/11), das 6h às 23h. “Isso é permitido, desde que o trabalhador tenha sua jornada de trabalho respeitada. Estamos assistindo casos de lojas anunciando que vão abrir suas portas à meia-noite do dia 24. Apesar do exagero, a loja pode abrir, mas o trabalhador tem o direito de cumprir a jornada que determina a lei e seu contrato de trabalho,” destacou o dirigente.

Direito é direito – Muitos trabalhadores, principalmente os vendedores comissionistas, aceitam aumentar sua jornada para vender mais. Para a diretora do Sindicato Daniele Moretti, apesar daqueles que querem fazer horas-extras, muitos não poderiam fazê-lo por conta de outros compromissos, mas acabam sendo forçados a trabalhar a mais pelos gerentes e empregadores. “Quem quiser fazer hora-extra tem direito. O que não vale é obrigar quem não pode. Muitos têm que buscar filhos na escola, cuidar de sua família ou se dedicar aos estudos. Ninguém pode ser penalizado por isso”, protesta a diretora.

A loja que quiser abrir por mais horas nesse período vai ter que respeitar:

  • a jornada definida no contrato de trabalho, que pode ser de, no máximo, 8 horas/ dia;
  • o limite de 2 horas extras por dia;
  • nos feriados, a jornada máxima de 6 horas;
  • aos domingos, a jornada máxima de 7 horas e 20 minutos;
  • o intervalo mínimo de 11 horas entre as jornadas;
  • o repouso semanal remunerado.  

Ajude na fiscalização! Denuncie abusos pelo WWW.COMERCIARIODENUNCIA.ORG.BR