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Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

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Sindicato enquadra Di Santinni por banco de horas e descarregamento ilegal

Representantes da empresa (costas) são cobrados por diretores e advogados do Sindicato. À esquerda, na cabeceira, a presidente interina Alexsandra. Na ponta oposta, da direita para esquerda, os diretores Marcelo e Danielle. Foto: Rafael Rodrigues/ Comerciários

A Di Santinni teve que comparecer ao Sindicato, nesta quinta-feira (19/7) para dar explicações sobre várias denúncias feitas pelos funcionários. Os trabalhadores reclamam, dentre outros problemas, que foram obrigados a assinar em julho um acordo de banco de horas individual, sem que a empresa sequer tenha explicado as regras para a compensação das horas.

“Até a Associação Nacional dos Juízes do Trabalho não reconhece essas alterações feitas por acordo individual, que vieram com a reforma trabalhista. Além disso, no comércio temos uma lei específica (Lei dos Comerciários, nº12.790/2013) que proíbe alterações no banco de horas sem prévia negociação com o Sindicato. Sem falar que convenção coletiva sobre banco de horas também está vencida desde junho. Por isso, a empresa está toda errada e precisa interromper imediatamente essa prática ilegal”, avisou a presidenta interina do Sindicato, Alexsandra Nogueira.

A presidenta também se queixou que a Di Santinni continua obrigando vendedores e outros funcionários das lojas a descarregar mercadorias dos caminhões, o que é desvio de função, outra prática ilegal. “O Sindicato conseguiu acabar com o descarregamento ilegal em outras grandes redes, que tiveram vários caminhões trancados em nossas fiscalizações. A Di Santinni continua no erro, mas está na nossa mira. Vamos à Justiça se a empresa não entrar na linha”, disse Alexsandra, em novo aviso. A empresa se comprometeu a trazer respostas a todos os questionamentos do Sindicato no prazo de 15 dias.  

Técnico-sanduíche – Os diretores Marcelo Max e Danielle Moretti aproveitaram a oportunidade para pedir melhorias nas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs) das lojas de Campo Grande e Bonsucesso, as maiores da rede. Para as lojas menores, Danielle cobrou a substituição dos técnicos de segurança do trabalho terceirizados pela escolha de funcionários do próprio quadro da empresa. “O terceirizado fica num sanduíche entre empresa e funcionários. Nessa posição delicada, o técnico tende a não querer ‘perturbar a empresa’ e pode deixar de relatar corretamente todos os riscos à saúde e segurança dos funcionários”, criticou Danielle. “Esses escolhidos devem receber o mesmo treinamento e orientações técnicas que são repassados aos cipeiros”, acrescentou o diretor Marcelo Max.