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Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

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Sindicalistas debatem diversidade em encontro da CTB

A mesa de abertura do encontro nacional “Visão classista sobre a diversidade social”. Divulgação/ Comerciários do Rio

A mesa de abertura do encontro nacional “Visão classista sobre a diversidade social”. Diego Cotta/ Comerciários do Rio

A Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB) – à qual o Sindicato dos Comerciários é filiado – realizou no Rio, no último final de semana (18, 19 e 20/11), o encontro nacional “Visão classista sobre a diversidade social”. Lideranças sindicais de todo o país participaram de discussões sobre racismo, LGBTfobia, machismo e outras formas de intolerância no contexto de resistência política ao golpe de estado implantado no país.

Na abertura, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Jesus Cardoso, pontuou a importância do encontro na formação dos sindicalistas, tendo como companheiros de mesa o presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, e os secretários nacionais Rogério de Carvalho (Políticas Sociais, Esporte e Lazer), Mônica Custódio (Igualdade Racial), Ivânia Pereira (Mulher Trabalhadora) e Vítor Espinoza (Juventude).

O primeiro debate contou com a participação da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), do professor de Economia da UERJ Elias Jabbour, da secretária nacional de Cultura e Formação da CTB, Celina Arêas, do membro da Executiva Nacional da CTB, João Batista, e do presidente do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer. Mediado pela secretária de Mulheres da CTB-RJ, Kátia Branco, o debate girou em torno do desafio de unir a esquerda. “Negras e negros trabalhadores são os mais explorados. Os LGBTs, os periféricos, os mais pobres… precisamos focar nessa população. Por que não somos alternativa para eles? Temos que ganhá-los! Os sindicatos precisam atuar mais forte nessas áreas”, disse Batista.

Análise de conjuntura – Jabbour, em sua fala, também questionou o porquê do fracasso de governos à esquerda. “As experiências progressistas na América Latina caíram uma a uma. Lula e Dilma tinham um projeto desenvolvimentista, mas não conseguiram prosseguir. Quais são os limites estratégicos? Por que estamos tão distantes da sociedade? As esquerdas irão falar para quais segmentos? Temos capacidade política para falar aos corações dos trabalhadores? Se não compreendermos as raízes das coisas, não iremos muito à frente na prática política”, questionou.

“A gente fala que são segmentos da população, mas na verdade é a maioria populacional. O grande desafio é como articular essas pautas específicas com o debate maior”, acrescentou a deputada Jandira Feghali, que também informou com preocupação que a organização do Congresso Nacional hoje dá margem para a direita conservadora neoliberal aprovar o que bem entender no parlamento.

O presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer, fechou a análise de conjuntura destacando a necessidade de união na luta contra a perda de direitos trabalhistas. “Nossa tarefa principal aqui neste evento é debater a diversidade dos segmentos que temos inserção. Nossos direitos trabalhistas estão sendo atacados ferozmente e precisamos sair unificados para o enfrentamento que deve ser feito!”, disse.