Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

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Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

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Setembro Amarelo: comerciários, educação é a melhor prevenção

O Setembro Amarelo é o mês que marca a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. A proposta é associar a cor ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro), promovendo na sociedade um debate sobre o tema que muita gente tem medo de conversar.

Pra quem trabalha no comércio a questão é importante porque jornadas excessivas, pressões para bater metas de vendas, assédio dos patrões, baixos salários e até mesmo a instabilidade no serviço ou o medo do desemprego podem contribuir para um ambiente opressivo, provocando o estresse psicológico, depressão e outras doenças. Muitas delas podem ser o estopim para o suicídio.  

O ataque aos direitos dos trabalhadores, a partir da aprovação da terceirização total e a reforma trabalhista, que afetaram diretamente os trabalhadores, aliada à crise econômica, contribuem ainda mais para momento de incertezas no país. Quem sofre com isso é o trabalhador que vive cada vez mais num cenário conflituoso. No comércio, não é difícil ver um colega angustiado e com a moral baixa por conta da situação no país. 

Para o diretor dos Comerciários do Rio, responsável por acompanhar as comissões de CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), Paulo Henrique, “é importante que os trabalhadores procurem ter mais informações e cuidem da sua saúde para enfrentar no dia a dia esse ambiente de trabalho, muitas vezes opressivo e de grande competitividade. Neste sentido, a criação e fortalecimento das CIPAs é fundamental para os trabalhadores, que poderão ter mais esse instrumento de apoio”.

Dentro das empresas, as CIPAs podem atuar diretamente na prevenção de casos ligados ao mundo do trabalho, além de casos de suicídio, há situações de depressão e transtorno bipolar que podem ser abordados com os trabalhadores para procurarem ajuda antes que aconteça. 

Segundo a diretora, Daniele Moretti, também responsável por acompanhar as comissões de CIPA, “o Sindicato traz um alerta aos trabalhadores, que muitas vezes, devido ao ambiente de trabalho estressante, opressor, com metas inatingíveis e o medo da violência desenvolvem doenças psíquicas, Síndrome do Pânico e até mesmo depressão, levando ao desespero e que em alguns podem levar a morte!”. 

“Sempre procuramos informar aos cipeiros que a comissão interna é de prevenção de acidentes e saúde, como bem menciona a NR5 (CIPA). Queremos que o trabalhador tenha sempre em mente o bordão ‘Nossas Vidas Importam’”, alerta Daniele.

O Brasil é o oitavo país com maior número de suicídios no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017 foram quase 12 mil mortes. A OMS também classificou, recentemente, a Síndrome de Burnout – conhecido como síndrome do esgotamento profissional – como doença relacionada ao trabalho. Segundo pesquisa realizada em 2019 pela Isma-BR (International Stress Management Association), no Brasil cerca de 72% dos mais de 100 milhões de trabalhadores sofrem com algum problema de estresse. A maior incidência ocorre nas profissões que têm contato com as pessoas.

Os dados da OMS indicam que a prevenção, aliada com ajuda e atenção às pessoas, é fundamental para reverter essa situação e que a primeira medida preventiva é a educação.

“Nossa gestão tem procurado incentivar a criação das CIPAs nas empresas, em um esforço conjunto com o Sindicato. Queremos também, em breve, realizar um grande encontro de cipeiros, contribuindo na formação dos trabalhadores para enfrentar os problemas que eles passam, em um local muitas vezes opressivo e que gera doenças ocupacionais”, afirma Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio.

O Sindicato pede aos comerciários que denunciem os assédios, que são os maiores responsáveis pelas crises no ambiente de trabalho, e que o trabalhador fique atento aos seus direitos e sindicalize-se, mantendo esse vínculo imprescindível com a nossa entidade.

Sua empresa vacilou? Faça uma denúncia e nos ajude a fiscalizar. Não é preciso se identificar, basta acessar secrj.org.br/denuncias, relatar o problema e informar o nome, endereço e CNPJ da empresa.