Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Menu Menu

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Notícias

Não à privatização da água

A plenária de abertura do Encontro Nacional dos Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente. Imagem: Carla Santos/ Comerciários

A plenária de abertura do Encontro Nacional dos Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente. Imagem: Carla Santos/ Comerciários

Acontece nesta terça e quarta-feira (18 e 19/10) o Encontro Nacional dos Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente. O presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer, participa do evento, que acontece na Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), no Centro do Rio.

“A água é uma questão que diz respeito a todos. Sem água não há vida. Por isso o Sindicato dos Comerciários do Rio está na luta contra a privatização das empresas de saneamento, a exemplo da Cedae, como propõe o governo ilegítimo de Michel Temer. Temos inúmeros exemplos no mundo que privatizar vai encarecer e excluir milhões do serviço. A água é um bem comum da humanidade, daí a importância desse bem ser gerido pelo Estado e não pela iniciativa privada que só visa o lucro”, disse Márcio na plenária de abertura.

Entre as ações propostas está uma greve geral das empresas do saneamento no dia 11 de novembro. O objetivo é demonstrar total repúdio ao anúncio do governo Temer de que as empresas estatais de saneamento, a começar pela Cedae-RJ, serão incluídas no chamado Programa de Parceria de Investimentos (PPI). Um programa que, na verdade, tem por objetivo entregar serviços essenciais e outros setores estratégicos à quem pagar mais, inclusive estrangeiros. Portos, aeroportos, rodovias, usinas, ferrovias e distribuidoras de energia também estão no pacote entreguista de Temer.   

Privatização fracassou no mundo Na Europa, mesmo com regulação, a privatização da água e do saneamento provocou forte aumento de tarifas. Quando a água foi “remunicipalizada” em Paris seu preço baixou 8% só no primeiro ano, enquanto durante 25 anos de gestão privada (1985-2010) subiu 260%. A América Latina também se levanta contra a privatização da água. Na Bolívia, as revoltas de Cochabamba em 2000 obrigaram o trust norte-americano a sair do país. Em 2005, o Uruguai inscreveu na constituição a água como bem público, não passível de privatização. E após uma década fornecendo água mal tratada e cara aos portenhos, a concessionária francesa pediu para sair de Buenos Aires em 2006.  

No curso de uma campanha pela privatização da Cedae, patrocinada principalmente pelo Governo do Estado, também é impossível não traçar paralelo com outros serviços concedidos no passado. O caso dos trens urbanos no Rio é um exemplo de que a concessão pode custar caro para a população. Em 1984, os trens transportavam 900 mil pessoas/dia. Concedidos em 1998, nunca voltaram a transportar mais do que 450 mil. Já a tarifa saltou de R$ 0,60 para R$ 3,70 desde a privatização, aumento 440% acima da inflação.

A mesa de abertura, que contou com a participação, dentre outras lideranças sindicais, do presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer (terceiro da esquerda para a direita). Foto: Carla Santos/ Comerciários

A mesa de abertura, que contou com a participação, dentre outras lideranças sindicais, do presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, Márcio Ayer (terceiro da esquerda para a direita). Foto: Carla Santos/ Comerciários