Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

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Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

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M.Oficcer condenada por trabalho escravo

Foto: Divulgação/ Ministério Público do Trabalho

A loja de roupas M.Officer tentou a qualquer custo se livrar da condenação por trabalho escravo, mas não adiantou. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) condenou a empresa vai pagar R$ 6 milhões em indenizações por jornadas cansativas, em ambientes degradantes e atividades insalubres, com risco à segurança e à vida dos funcionários. O Ministério Público do Trabalho, que denunciou a desumanidade da grife, quer garantir ainda que a empresa pare de vender durante dez anos no Estado de São Paulo.

“Quando falamos em escravidão no comércio não é um exagero. As empresas querem ser líderes de mercado, top de vendas e com preço baixos. Mas o preço disso é a vida dos trabalhadores. Aqui no Sindicato nossa luta é pela valorização do comerciário com melhores salários, mais respeito e manutenção dos direitos que tanto lutamos para conquistar. Estamos a postos para orientar e defender os trabalhadores dessas armadilhas. É pra isso que o Sindicato existe”, lembra Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio.

Oficina Clandestina – A ação não se baseia somente em um caso de trabalho escravo, mas na situação verificada pelos procuradores em cinco diferentes oficinas nos anos de 2013 e 2014. No primeiro caso, em 2013, a fiscalização encontrou costureiros bolivianos que produziam peças exclusivamente para a marca na região central de São Paulo. Eles informaram trabalhar diariamente das 7h às 22h. O local, sem divisão entre moradia e trabalho, estava em péssimas condições de higiene e tinha grande risco de incêndio.

“A denúncia da M. Officer foi em relação às costureiras, mas sabemos que é um quadro geral. Recebemos casos aqui no Departamento Jurídico do Sindicato que são assustadores. Ano passado mesmo tivemos que colocar uma cláusula sobre água filtrada nas lojas, porque nem isso era garantido. Contamos sempre com a participação dos trabalhadores, por meio das denúncias, para conseguirmos frear esses abusos e tornar o comércio um ambiente mais justo para trabalhar”, diz Edson Machado, diretor jurídico do Sindicato.

Denúncia Se a escravidão está comendo solta na sua loja, é a hora de fazer a sua parte na mudança e denunciar. Acesse www.comerciariodenuncia.org.br e preencha todos campos com cuidado. Não se esqueça de anotar o número de protocolo, que será essencial para acompanhar o andamento da denúncia. As denúncias são anônimas. Sua identidade será mantida no mais absoluto sigilo. Caso prefira, envie um email para denuncia@secrj.org.br.