Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Menu Menu

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Notícias

Greve no comércio: Di Santinni pisa em falso com o trabalhador

Presidenta interina Alexsandra Nogueira conversa com trabalhadores sobre a campanha salarial | Foto: Rafael Rodrigues/Comerciários

A greve dos trabalhadores do comércio do Rio teve um novo capítulo na manhã desta quarta-feira (22/8), no calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. A diretoria do Sindicato dos Comerciários chegou cedo ao local para convocar os 80 trabalhadores da sapataria Do Santinni a participar do movimento por um reajuste de salário acima da inflação e melhores condições de trabalho.

Os funcionários aderiram, mas o clima esquentou quando o gerente tentou forçar a equipe a entrar e um encarregado agrediu uma das manifestantes.

“A Di Santinni está na mesa de negociações pelo lado dos patrões e é uma das empresas que mais têm dificultado a assinatura de convenções coletivas com ganhos reais para os funcionários. Nossa greve é legítima, não vamos aceitar coação. Essa agressão será registrada na 35 DP e vamos voltar a fechar outras lojas da marca”, dispara a presidenta interina do Sindicato, Alexsandra Nogueira.

Assembleia mantém a greve – Na conversa com os diretores do Sindicato, do lado de fora da loja, os funcionários confirmaram várias denúncias. Reforçaram que o assédio moral exercido pela gerência é frequente, assim como o desvio de função, que incomoda principalmente quando os vendedores são forçados a descarregar mercadorias dos caminhões da empresa.

Às 11h, horário de chegada do segundo turno de trabalho, os funcionários realizaram uma assembleia na qual, por ampla maioria, decidiram manter a paralisação.

Entenda o caso – Em Campanha Salarial, os comerciários negociam medidas para valorizar a categoria. As empresas do setor oferecem apenas 1,5%, abaixo da inflação nos 12 meses anteriores à data base, que ficou em 1,69% segundo o INPC/ IBGE. Já foram realizadas nove rodadas de negociação com o sindicato patronal, sem avanços.

A categoria também negocia para que não sejam adotadas nas Convenções Coletivas de Trabalho itens da Reforma Trabalhista, como a possibilidade de contratação de funcionários intermitentes, redução do horário de almoço, entre outras.

Diretor Marcelo Black conversa com trabalhadores durante greve da Di Santinni de Campo Grande | Foto: Rafael Rodrigues/Comerciários