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Continua a pressão sobre a Casa Cruz

Observado pelo presidente Márcio Ayer (na cabeceira) e advogados do Sindicato, o advogado da Casa Cruz (de óculos) se explica à comissão de funcionários demitidos. Foto: Rafael Rodrigues/ Comerciários

Observado pelo presidente Márcio Ayer (na cabeceira) e advogados do Sindicato, o advogado da Casa Cruz (de óculos) se explica à comissão de funcionários demitidos. Foto: Rafael Rodrigues/ Comerciários

Patrão só abre mesmo a mão na base da pressão! Um dia após a manifestação promovida por ex-funcionários e pelo Sindicato na porta da principal loja da empresa (clique aqui para ler), na terça-feira passada (1/11), a papelaria Casa Cruz enfim pagou a 2ª parcela da rescisão atrasada aos demitidos que tinham os menores salários. O grupo representa 88 dos 119 trabalhadores da Casa Cruz que foram dispensados, desde agosto passado, sem que tenham recebido suas verbas indenizatórias.

Na última sexta-feira (4/11), o Sindicato colocou frente a frente o advogado da empresa com uma comissão de funcionários demitidos. Ele adiantou às trabalhadoras e trabalhadores que a 3ª parcela da rescisão, marcada para 15/11, também corre o risco de atrasar “alguns dias”. Sob protestos do presidente do Sindicato, Márcio Ayer, e da diretora de políticas sociais Rosângela Rocha, que participaram da reunião, o advogado disse que o atraso vai se limitar a uma semana. Ele disse que com o aumento das vendas de material escolar em dezembro, a 4ª e última parcela será paga sem atrasos em 15/12. Disse ainda que a empresa pretende fazer o pagamento do segundo grupo (31 demitidos que tinham salários maiores) de forma integral em janeiro ou, no máximo, com parcelamento em duas vezes.

Ostentação – Na conversa, o presidente Márcio Ayer falou ainda sobre outra reclamação dos trabalhadores afastados, que diz respeito à ostentação de riqueza dos sócios da empresa nas redes sociais, incluindo viagens ao exterior, festas e casamentos de luxo. “Parece que a crise não se abateu sobre os donos da Casa Cruz, como eles dizem, para justificar o não cumprimento de direitos trabalhistas. A mensagem que fica para os demitidos é que são eles, com rescisões em aberto e o Vale Refeição não pago, que estão bancando a vida de luxo do patrão-ostentação”, reclamou o dirigente.

Após a cobrança, o advogado da empresa se comprometeu a regularizar até a próxima quarta-feira (9/11) o pagamento do Vale Refeição que, conforme fora acordado pela empresa, será pago aos ex-funcionários até o final do parcelamento. “Não está caindo nada no Sodexo. O pessoal do segundo grupo não recebeu nada até agora, nem para comer”, queixou-se um deles. “O Sindicato vai ficar firme na cobrança até que todos recebam até o último centavo devido pela empresa”, finalizou Márcio.