Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Menu Menu

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro

Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

Notícias

Comerciário juntou, fechou!

Presidenta interina do Sindicato, Alexsandra Nogueira conversa com trabalhadores dos Supermercados Campeão, de Irajá | Foto: Rafael Rodrigues/Comerciários

O terceiro dia de greve dos trabalhadores no comércio começou com uma paralisação parcial da loja dos supermercados Campeão, integrante da Rede Uno, em Irajá, na Zona Norte do Rio. A loja permaneceu com as portas abertas, no entanto, entraram para trabalhar apenas 30% dos 75 funcionários da loja, garantindo o mínimo exigido pela Lei de Greve em relação aos chamados serviços essenciais.

O Campeão foi escolhido por liderar o ranking das empresas que mais desrespeitam os direitos dos trabalhadores no comércio do Rio (leia mais). Não por acaso, os funcionários aderiram em massa à greve.

Durante a paralisação, o Sindicato recebeu informes de que os gerentes estariam ameaçando os funcionários, pelas redes sociais, caso continuem de braços cruzados. Imediatamente, a presidenta interina do Sindicato, Alexsandra Nogueira deu a resposta: “Se fizerem qualquer retaliação contra os funcionários, vão ter que se entender com o Ministério Público do Trabalho. Não adianta nos ameaçar. Trabalhador não é burro nem aceita palhaçada. Se o Campeão continuar com essa postura, na próxima vamos parar três lojas de uma vez”.

Em Campanha Salarial, os comerciários exigem 8% de reajuste e outras medidas para valorizar a categoria. Intransigentes, as empresas do setor oferecem apenas 1,5%, abaixo da inflação nos 12 meses anteriores à data base, que ficou em 1,69% segundo o INPC/ IBGE. Os patrões também querem inserir nas convenções coletivas de trabalho itens da reforma trabalhista que representam retrocessos para os trabalhadores, como a possibilidade de contratação de funcionários intermitentes, redução do horário de almoço para apenas meia-hora, e a criação da jornada de 12×36 com redução de salário. A negociação se arrasta desde maio.